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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

As Obras Completas de Shakespeare em 97 minutos

Imaginem-se numa sala de teatro. Cheia. Escura. Em cena estarão as obras completas de William Shakespeare, apresentadas nuns meros 97 minutos.

Missão impossível? Olhe que não! Os actores André Nunes, António Machado e Telmo Ramalho, sob encenação de Juvenal Garcês, dizem que esta missão é mesmo possível.

 

Depois de uma estrondosa estreia em Portugal, em 1996, com cerca de 300 mil espectadores e mais de 150 digressões por todo o país, o texto original de Adam Long, Daniel Singer e Jess Borgesson, volta a estar no palco, desta vez no Tivoli BBVA.

 

 

Ontem, foi a minha vez de assistir e tenho a dizer que foram uns 12€ muito bem empregues para um início de semana recheada de pausas. São 97 minutos – mais coisa, menos coisa – de puro deleite e de um rir quase imparável.

Imaginem Otelo a ser representado através de uma canção de rap? Imaginem King Lear, Ricardo III, Henrique V, Rei João, Henrique IV, Henrique VI, Henrique VIII e Eduardo III, como se um jogo de futebol se tratasse? E Julieta a entrar em cena a cantar “shine bright like a diamond”? E o afogamento de Ofélia? Pois! É isto e muito mais que poderão assistir, às segundas-feiras, pelas 21h30, no Teatro Tivoli BBVA.

 

Não percam!

Lar Doce Lar

A noite de ontem foi dedicada ao teatro. Fui assistir à peça “Lar Doce Lar”, em cena no Tivoli BBVA, uma peça que está em cena há cerca de dois anos e meio – primeiro no Casino de Lisboa e agora no já referido teatro. Foram 95 minutos de gargalhadas na companhia dos grandes actores Joaquim Monchique e Maria Rueff.

 

Construída a partir do texto de Luísa Costa, “Lar Doce Lar” é uma verdadeira homenagem à idade sénior e conta um dia numa residência sénior de luxo, com múltiplas peripécias de oito personagens – todas interpretadas por Monchique e Rueff -, num entra e sai frenético.

Apesar dos actores já terem participado em inúmeras actividades em conjunto, esta é a primeira vez que contracenam juntos em palco e isto nota-se. Só a cumplicidade de dois actores que se conhecem tão bem faria com que a magia saísse do palco e fosse para junto dos espectadores.

À saída, ao descermos a Avenida da Liberdade a caminho do Rossio, a peça ainda estava na nossa cabeça e rimo-nos desenfreadamente quando nos recordávamos de umas e outras falas memoráveis.

 

Uma nota importante para quem ainda não foi assistir à peça: a voz-off dos actores, antecipadamente gravada, usada sempre que há uma troca de personagens, de forma a haver tempo suficiente para a mudança de roupa, logo de personagem, é muito, mas muito fraquinha. O som é precário e o desenrolar dos discursos é perdido até que as personagens voltem novamente ao palco. Muito provavelmente, esta situação acontece porque a gravação foi feita para uma sala com as dimensões e a acústica da sala do Casino de Lisboa e não foi adaptada para a sala do Tivoli BBVA. Fora isto, nada a criticar.

“Lar Doce Lar” está em cena de quinta a sábado pelas 21h30 e aos domingos pelas 16h30. Se tiverem oportunidade, façam o favor de assistir. Em 95 minutos, os problemas do nosso dia-a-dia desaparecem.

 

Façam o favor de encherem as salas dos nossos Teatros. Temos grandes actores, lindas salas e magníficas peças em cena. Se bem que os eventos culturais estão cada vez mais caros, há sempre forma que dar a volta ao problema, basta estar atento às promoções.