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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Portugal à Gargalhada

Foi no penúltimo dia de Janeiro que assisti à peça em cena no Teatro Politeama mas, como coincidiu com a véspera de um dos dias mais tristes da minha vida, tenho deixado este post para núpcias futuras. Entretanto, um mês já se passou e, por mais difícil que seja a perca, a vida continua e o blogue must go on.

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Há um ano atrás, tive a minha estreia de revistas à portuguesa. Um pouco preconceituosa com o género, fui após ter ganho um convite duplo para assistir a peça (podem ler tudo sobre a minha estreia no público de uma revista aqui). Gostei tanto que, quando soube que La Féria iria ter outra revista em cena, fiquei ansiosa para assistir. Porém, ao contrário do que aconteceu em 2014, não sai assim tão cheia do Portugal à Gargalhada.

Sim, os actores são fantásticos. Quem pode apontar um dedo à grandiosidade profissional de José Raposo, de Maria João Abreu, de Joaquim Monchique e de Marina Mota? Sim, a revista tem momentos muito engraçados, nomeadamente a cena do Panteão e dos grandes nomes que lá repousam. Mas lá está ... um mês de pois, estou aqui sentada a escrever e tento, arduamente, recordar-me de canções ou de cenas que me tenham marcado e, excluíndo a que já referi, não me ocorre mais nenhuma, ao contrário do que aconteceu com a Grande Revista à Portuguesa que, ainda hoje, quando estou com alguns amigos que também assistiram à Revista e falamos da Joana Vasconcelos, um de nós saí-se com um sonoro Joanaaaaa ....

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Contudo, apesar de não ter saído cheia, tenho planos de regressar em breve ao Politeama para assistir à encenação de O Principezinho.

Para mais informações, visite o site do Teatro Politeama.

 

 

 

Robin dos Bosques - Teatro Politeama

Ando numa maré de sorte no que diz respeito a passatempos. Hoje, foi dia de voltar ao Teatro Politeama e assistir, desta vez, ao musical de Filipe La Féria - Robin dos Bosques e, mais uma vez, graças ao O Informador.

O Robin dos Bosques é um musical destinado às crianças e às suas famílias. Quando eu participei no passatempo, o meu objectivo era levar a minha sobrinha Inês mas, como os miúdos de hoje andam com umas agendas muito preenchidas, não consegui levá-la. Para não ir sozinha e como o bilhete era duplo, convidei a sogrinha que também à dada às teatrices.

 

A partir dos contos de Sir Walter Scott, La Féria criou o imaginário da floresta de Nottingham, onde se esconde Robin dos Bosques (Ricardo Soller) e o seu bando: João Pequeno (Bruno Xavier), Piolho (David Mesquita), Trovador (Pedro Bandeira), Pastelão (Paulo Ferreira), Pitosga (Jonas Cardoso) e Frade Feijão (Filipe Albuquerque) - o grupo de amigos que rouba aos ricos para dar aos pobres e que estão contra à abusiva cobrança de impostos do Príncipe João (Sérgio Lucas), ajudado pelo Xerife de Nottimgham (Tiago Isidro). E, como toda a história deve ter um final feliz, a recompensa pela bondade e humanidade de Robin dos Bosques é o amor de Lady Marian (Sara Cabeleira), sempre ao lado da sua aia Briolanja (Ana Sofia Cruz).

 

 
Mais uma vez, os cenários, o guarda-roupa e a música são excelentes. Filipe La Féria em alta!
 
Para acabar o fim-de-semana, amanhã é dia de voltar à Rua das Portas de Santo Antão, mas desta vez ao outro lado da rua. Vamos ao Coliseu dos Recreios, assistir a Esta vida é uma cantiga.

Grande Revista à Portuguesa - a crítica

No ano de 2013, o Teatro Politeama comemorou o seu centenário. Para festejar esta efeméride, Filipe La Féria levou ao palco Grande Revista à Portuguesa, um espectáculo com lendas do palco, como Marina Mota, João Baião, Maria Vieira e Ricardo Castro, acompanhados por actores/cantores mais novos mas já enormes em talento, como Rui Andrade, Vanessa, Bruna Andrade, Patrícia Resende, Filipe Albuquerque e Adriana Faria. O espectáculo continua em cartaz e ontem foi dia de ir assistir.

 

 

Nunca tinha ido à Revista. Dizia que não apreciava este género. Assisti minutos de algumas de passaram pela televisão e sempre achei que a Revista era a irmã pobre do teatro musical que podemos assistir em Londres ou em Nova Iorque. Via a Revista à Portuguesa como um género de piada fácil e brejeira, com os trocadilhos traiçoeiros da língua portuguesa. Pois bem! Depois de ontem, digo que não podia estar mais enganada. Ontem, foi uma noite de rir e de chorar (sim, eu chorei numa Revista. Obrigada, Vanessa, pelos momentos mágicos que me proporcionaste). Foram 180 minutos de emoções, de reflexões e de rir da nossa desgraça. E, se fiquei encantada com o talento do elenco, os meus olhos brilhavam com a qualidade dos cenários e com o guarda-roupa, com os dançarinos, com as músicas ...

 

Uma sala praticamente cheia, numa quinta-feira à noite e em tempo de crise, é de louvar! Apesar da falta de apoio à cultura, apesar dos preços elevados dos eventos (cada vez melhores) que temos na capital, é bom estar numa sala e olhar à nossa volta. Olhar para as cadeiras vagas e sorrir quando se vê que conseguimos contar as cadeiras e não as pessoas.

 

 
Obrigada, O Informador. Obrigada, Filipe La Féria. Obrigada por me terem dado a oportunidade de ver que a Revista à Portuguesa pode estar perfeitamente ao lado do teatro musical das grandes capitais mundiais e que é um género maior e rico.
 
Curiosos?
Se ainda não sabem o que fazer neste fim-de-semana, façam o favor de irem ao teatro.
Mais informações sobre a Grande Revista à Portuguesa aqui.
 
Para terminar, deixo uma sugestão à Câmara Municipal de Lisboa.
Inspirada numas imagens que passaram no início da peça, que tal criar o nosso passeio das estrelas na Rua das Portas de Santo Antão?
Para serem diferentes daquelas que se podem ver em Hollywood, as nossas estrelas poderiam ser feitas com a pedra utilizada para a nossa calçada.
O que acham? A Rua das Portas de Santo Antão cheia dos grandes nomes do teatro português? Era de valor!