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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Esta é a madrugada que eu esperava

Tenho 35 anos. Nasci e cresci na democracia; vivo na liberdade de pensamento e de expressão; sou e estou grata por ter havido um 25 de Abril, feito por uns homens que, munidos com a esperança de um país melhor, rumaram à capital apenas com a sua fé que aquela madrugada era a madrugada que muitos sonhavam.

 

Apesar de ver que, quarenta anos depois, os verdadeiros valores de Abril não são vividos, estou grata àqueles homens. Sem eles, eu não estaria aqui a gritar bem alto que vivemos, de facto, numa democracia camuflada, onde a comunicação social é orientada pelo poder, onde as mulheres ainda não são vistas de forma igual no ambiente laboral … Liberdade não é só dizer o que se pensa. Liberdade é respeito por si e pelo próximo e é aqui que verdadeiramente falhamos. Liberdade não é anarquia, não é desordem. Liberdade é respeito pelo teu pensamento e pelo pensamento do outro.

 

Esta foi, de facto, a madrugada que muitos esperaram, que alguns fizeram e que todos vivem.

 

“Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo.”

 

Sophia de Mello Breyner Adresen, in O Nome das Coisas

40 anos de liberdade

Eu, filha da democracia, grito a liberdade, corto com as correntes. Eu, pessoa que nunca viveu na ditadura, comemoro uma data que fez do meu país um pedaço de terra de pensamento livre, sem amarras, sem opressão.

 

Como forma de comemorar os nossos 40 anos de liberdade, deixo-vos as músicas que marcaram a data que mudou Portugal.

 

Na noite de 24 de Abril de 1974, Otelo Saraiva de Carvalho instala-se secretamente com um grupo de militar no quartel da Pontinha. Às 22h55, é transmitida a canção “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho. Era um dos sinais previamente combinado pelos golpistas e que desencadeia a tomada de posições da primeira fase do golpe de estado.

 

Meia-noite e vinte minutos. 25 de Abril de 1074. O segundo sinal dos golpistas é transmitido, uma vez mais através de música. A Rádio Renascença transmitia a canção “Grândola, Vila Morena”, de Zeca Afonso, sinal que confirmou o golpe e marcou o início das operações.