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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Um presentinho de Natal para a Direita | Paulo Macedo em frente da CGD

Não tenho por hábito falar de política por aqui. Não por ser um tema que não goste, pelo contrário, mas porque sou da opinião que a política, a par da religião e do clube de futebol, são temas demasiadamente sensíveis para serem levados à praça pública num blog tão informal como o meu.

 

Em 9 anos (!!!) nas andanças da blogosfera foram raras as vezes que me debrucei sobre algum destes temas. Só o fiz quando achei que a coisa era verdadeiramente interessante e/ou cómica. Lembro-me que uma dessas vezes foi a demissão irrevogável do Paulo Portas que, como a gente sabe, era tão irrevogável até ter sido criado um posto para o menino, para que não ficasse zangado e para que as comadres não ficassem zangadas.

 

Hoje, tal como podem ver através do título deste post, falarei do anúncio do governo de esquerda de Paulo Macedo para presidir à Caixa Geral de Depósitos. Grande jogada política de António Costa e da sua equipa! Afinal, a geringonça é esperta e não dá ponto sem nó.

 

Estou mesmo a imaginar o raciocínio do governo:

Vamos lá convidar um gajo dos deles e assim eles não podem dizer que é um incapaz. Ele até foi ministro do anterior governo e tudo. Eles não podem dizer que o Paulo Macedo é uma má escolha para presidir à Caixa. Mesmo que ele faça merda, nunca vão poder dizê-lo abertamente. Quanto muito, dirão que fez cocó, que é coisa mais politicamente correcta. Uma verdadeira jogada de mestre. Os gajos vão-se passar.

 

Toda eu se ri por dentro. Muito esperto, Costa.

Oh! Desculpe! Não é Costa. É Dr. António Costa. Vivemos num país de títulos e há que usá-los ou anda uma pessoa a queimar pestanas na Universidade para depois ser chamado apenas pelo nome?

 

Telenovela "São Bento"

A situação em São Bento está comparada aos últimos episódios das telenovelas brasileiras, que põem o povo quase em estado de transe, sentado no sofá e com os olhos esbugalhados a olhar para a televisão. Toda a gente quer ver se o bandido é preso e se a dupla amorosa vai finalmente ficar junta ou não, uma vez que andaram num toca e foge ao longo dos 745 episódios (julgo que já passou o record da novela da “trinca-espinhas” da TVI). E eu, sendo uma moçoila que gosta de telenovelas, que ri quando o actor ri e que chora quando o actor chora, ando num aperto medonho com estes golpes de volte-face que nos estão a deixar suspensos.

 

Quando a gente pensa que um dos personagens desapareceu do elenco, lá vem ele a dizer que foi brincadeira e que afinal quer voltar a brincar, mas só se ele ficar agora co-protagonista.

Ah! Esperem! Afinal parece que não é bem assim! Afinal ele vê que se voltasse ia ficar como o menino mimado e fazedor de birras e vai mesmo embora. Será? Acho que vamos ter de esperar pelos próximos episódios.

 

Depois há o outro que pedia constante e encarecidamente a sua saída e só pela terceira vez conseguiu com que o autor da telenovela aceitasse o seu pedido e fizesse com que a sua personagem desaparecesse do elenco. Ele era visto como o maior dos vilões dos últimos tempos que adormecia as pessoas com o seu tom de voz pausado e depois caía-lhes em cima.

 

Há o emigrante que tem um ar castiço e que se ri com vontade das coisas que o grupo oposto diz acerca do grupo dele; há aquele que começou a novela a andar de moto e agora é vê-lo num carrão e com motorista (connections); é a mãe de família, temente a Deus, mulher que mexe com a agricultura e com a pesca … eles são muitos, por isso fico por estes apenas. E depois há os grupos rivais, sempre do contra, à espera da queda dos primeiros, pensando que se fossem eles a mandar a coisa seria muito diferente.

 

Sabem uma coisa? Eu não gosto desta telenovela!

Desde o seu primeiro episódio que tento abstrair-me mas ela é tão intensa que nos entra pela vida a cada minuto. Apesar da sua intensidade, não consigo tomar partido por um lado ou por outro, como nas novelas normais pois, no fim das contas, ambos são simultaneamente bons e maus.