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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

No metro

Levar com o metro cheio onde só se consegue mexer os olhinhos, eu aceito, não de bom grado, mas porque não tenho poder de escolha. Agora, levar com estudantes universitários a cantar, desafinadamente, na carruagem onde estás como forma de nos chegarem ao coração para que dessemos uma pequena contribuição para, e cito, "ajudarem a trajar os colegas" (!!!!!), é coisa de ir ali cortar os pulsos e voltar (ou não).

 

No meu tempo de academia (Jesus, que já inicio frase com o "no meu tempo ..."), se não tivessemos dinheiro para adquirir o traje, ficavamos quietinhos no nosso canto. Se necessitassemos de nos trajar no dia da Queima das Fitas e da Benção das Pastas pediríamos o traje a uma colega que vestisse o mesmo número do que tu, farias o que tinhas a fazer, devolverias e continuavas com a tua vidinha.

 

Este post deveria ser escrito e publicado em tempo real, mas como sou uma blogger muito manhosa, não tenho paciência de estar constantemente ligada à internet e gastar, indevidamente, a bateria do meu telemóvel que serve para estar comunicável com os meus. Assim, saquei no meu bloco de notas e da esferográfica e risquei a página com as palavras acima. Cheguei a casa, estatalei-me no sofá, fui tomar banho, fui fazer o jantar, jantei, coloquei a louça na máquina de lavar, estatalei-me novamente no sofá e passei o testemunho para o computador.

No dia que o metro de Lisboa parou

Foram nove quilómetros – metade feitos pela manhã e os outros no fim do expediente. Coisa pouca, mesmo para alguém que, como eu, não faz exercício físico há anos, foge de ginásios mesmo sabendo que necessita perder uns quilinhos e que é um bom (excelente) garfo.

 

 

Ontem, enquanto preparava a roupa para o dia seguinte, tive o cuidado de escolher uma indumentária e calçado adequados à caminhada. Mas, como não sou mulher de ténis, apesar de achar que existem uns aí que ficam o máximo mesmo em situações não desportivas, optei por usar umas botas rasas fantásticas e super confortáveis para andar. Até aqui tudo bem! A estupidez da minha pessoa foi na escolha das meias. Não é que optei por aqueles mini-meias ridículas que só tapam o pé? Estava-se mesmo a ver no que ia dar, não é?

 

Ganhei duas bolhas – uma em cada pé e tenho os pés feitos num oito.

Pois! Quem manda ser estúpida como a bota da tropa?

 

Espero que as marcas de guerra curem até sábado.

É que não me apetecia nada assistir a um casamento de havaianas.

No metro ...

O metro é o meio de transporte que mais utilizo. É rápido, cómodo, limpo (a maior parte das vezes) e, apesar das consecutivas greves, presta um bom serviço. A minha melhor companhia de viagem são os livros e, por vezes, estou tão envolvida na leitura que perco a estação que devo sair, mas há outras vezes que, por mais aliciante que seja a leitura, não consigo sair do mesmo parágrafo. Hoje foi uma destas viagens.

A miúda que se sentou ao meu lado que, pela aparência, deve rondar os seus fresquinhos 19 anos, era uma tagarela do pior. Na pequena viagem, aprendi algumas palavras novas que farei o possível para utilizar no meu discurso doravante. Há que aprender com os jovens! É que, de acordo com a miúda, os trintões são "bué cotas". Logo, tendo em conta que estou com 35 anos, chego à brilhante conclusão que devo estar a beirar a idade da reforma.

 

Eu sei que fica feio escutar as conversas dos outros, mas se os outros querem ser ouvidos, o que podemos fazer?

- Comprar uns phones! - respondem vocês.

- Pois! Eu já os tenho. Só  não os uso! - replico.

- Ah! Então, passa a usá-los!

 

E lá a miúda dizia que tem uma "amiga" (pelo que eu ouvi, não queria ser a amiga da miúda) que é uma stalker e bué creepy. Vejam lá que a "amiga" anda com um cota que é bué cota e já deve ter 30 anos porque já tem carta de condução e carro. Isto tudo misturado com os "tipo" no meio de cada palavra, os "yas" que já metem nojo e os "bués" irritantes como tudo.

 

E, quando a leitura é interrompida com as conversas dos nossos irritantes queridos adolescentes, vamos lá tirar fotografias, tipo, bué cool, tipo, só para mostrar que, tipo, a cota não é fatela e até sabe mexer num telemóvel. 

E eu é que faço parte da Geração Rasca!