No metro
Levar com o metro cheio onde só se consegue mexer os olhinhos, eu aceito, não de bom grado, mas porque não tenho poder de escolha. Agora, levar com estudantes universitários a cantar, desafinadamente, na carruagem onde estás como forma de nos chegarem ao coração para que dessemos uma pequena contribuição para, e cito, "ajudarem a trajar os colegas" (!!!!!), é coisa de ir ali cortar os pulsos e voltar (ou não).
No meu tempo de academia (Jesus, que já inicio frase com o "no meu tempo ..."), se não tivessemos dinheiro para adquirir o traje, ficavamos quietinhos no nosso canto. Se necessitassemos de nos trajar no dia da Queima das Fitas e da Benção das Pastas pediríamos o traje a uma colega que vestisse o mesmo número do que tu, farias o que tinhas a fazer, devolverias e continuavas com a tua vidinha.
Este post deveria ser escrito e publicado em tempo real, mas como sou uma blogger muito manhosa, não tenho paciência de estar constantemente ligada à internet e gastar, indevidamente, a bateria do meu telemóvel que serve para estar comunicável com os meus. Assim, saquei no meu bloco de notas e da esferográfica e risquei a página com as palavras acima. Cheguei a casa, estatalei-me no sofá, fui tomar banho, fui fazer o jantar, jantei, coloquei a louça na máquina de lavar, estatalei-me novamente no sofá e passei o testemunho para o computador.

