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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Os Gatos Não Têm Vertigens

Nem sei quando foi a minha última ida ao cinema. Como sabem, desde que comecei a adormecer em todos os filmes que assistia, desisti desta boa prática e optei por assistir aos meus filmes de eleição no aconchego do lar, se bem que com algum delay comparativamente ao tempo que passavam no grande ecrã. No entanto, apesar de ter optado por deixar de ir ao cinema, no passado sábado, depois de um bom jantar japonês, fomos assistir ao último sucesso de António-Pedro Vasconcelos, o filme que, só na semana de estreia, chegou aos 25 mil espectadores, entrando directamente para o terceiro posto dos filmes mais vistos daquela semana. E, sabem uma coisa? Não adormeci, não pestanejei e nem sequer bocejei. Mantive-me acordada ao longo de todo o filme, com o peito preso e num soluço quase constante.

 

Quem ainda não viu o filme e tem a ideia (errada) que os filmes portugueses são sempre a mesma coisa – parados, melodramáticos e fora da realidade -, façam um favor a vocês e ponham-se a caminho da sala de cinema mais próxima. Os Gatos Não Têm Vertigens é um espelho na nossa sociedade e não há como sair indiferente da sala de cinema.

 

Com quantos Jós nos cruzamos diariamente na rua? Jós que olhamos, criticamos, criamos juízos de valor da sua maneira de ser, de agir e de falar? Quantas Rosas conhecemos? Rosas que se sentem sozinhas no mundo, apesar de terem família; Rosas que se escondem em casa, agarradas às memórias do passado, para não enfrentarem o presente?

 

Esta é a história de Jó e de Rosa: dois seres de mundos muito diferentes, mas com vidas de certa forma próximas; duas pessoas que se sentem sozinhas mesmo estando no meio da multidão; um jovem e uma idosa que criam, nas suas diferenças e semelhanças, uma linda amizade e uma nova oportunidade para viverem (reviverem).

 

Ide, gente!

(o próximo a assistir será Os Maias)