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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

A primeira noite a dois

Quatro meses depois do Francisco fazer parte das nossas vidas, passamos a primeira noite sozinhos. O pai da criança, que trabalha por turnos, deixou -nos pelas 23 horas para o início de um turno de trabalho que tinha sido abolido da empresa e que agora voltou.

 

Foi a primeira noite que passamos sozinhos, sem a presença paterna, desde o seu nascimento e confesso que estava apreensiva.

As únicas noites que tínhamos passado a dois tinham sido somente na maternidade e sempre com a presença dos enfermeiros, prontos a intervir sempre que fosse necessário.

 

Os primeiros minutos no quarto foram passados com ele a dormir e eu a andar de um lado para o outro na cama, em estado de alerta para qualquer ruído invulgar, mas o sono venceu-me e, ao contrário da noite do seu nascimento, adormeci profundamente até que ele pedisse comida, o que aconteceu pelas 4 da manhã. A essa hora mamou, fez biberão, arrotou e adormeceu até às 8h30, hora em que voltou a pedir comida prontamente providenciada por senhora sua mãe. Adormeceu novamente e, talvez sabendo que a mãe tem tantas horas de sono para recuperar, deixou-me dormir até perto do meio-dia, hora em que acordei em sobressalto e fui ao berço certificar-me que ele estava bem, de tão quieto que estava.

 

Rico filho! A noite foi tão calma que nem dei pela chegada do pai.

 

Que venham mais noites dessas, meu anjo!

Fitas de Finalistas

A nossa sobrinha mais velha deixou-nos uma fita de finalista para assinar e estamos completamente em branco. Tão em branco estamos que até fomos ao Google fazer uma pesquisa com os seguintes termos "o que escrever numa fita de finalista."

Os que por aqui passarem e lerem o início deste texto irão dizer que devemos seguir o nosso coração e escrever qualquer coisa como "Apesar de esta ter sido uma fase complicada, os frutos serão bem colhidos agora que entrarás na vida profissional."

Acontece que a sobrinha em questão está a meses de fazer uma década de vida. Uma década apenas, senhores. As fitas são do 4.º ano. Do 4.º ano do ensino primário (ainda se chama ensino primário ou já mudou de nome?) e não do universitário (se bem que, hoje em dia, bastam 3 anos, na maior parte dos cursos, para se ter o grau de licenciada e até de mestre), que a miúda é inteligente mas não se trata de nenhum 'Sheldon Cooper' em versão feminina.

O que se escreve numa fita de uma miúda desta idade? É este o dilema que temos entre mãos e necessitamos da vossa preciosa ajuda, já que o sr. Google também não sabe o que responder e a nossa inexperiência com crianças faz com que não nos saia nada de jeito. O que escrever numa fita de alguém que só agora está a começar a sua vida académica? Que ainda não cantalorou que com a mão direita é penalti? Que ainda não passou pelas praxes, nem pelos exames nacionais e que ainda não sabe o significado de "marrar"?

Sou tão contra a esta vontade louca de fazer com que as crianças não sejam isso mesmo: crianças.
Tudo na vida tem o seu tempo exacto de acontecer. É por isso que estes momentos são mágicos, por serem únicos na vida de uma pessoa.

Vamos brincar aos "prós & contras"?
Fitas de Finalistas no final de cada ciclo escolar? Yay or nay?


Cunhada, não fiques zangada connosco. Sabes que amamos os teus miúdos também do infinito e mais além.
Sobrinha, quando fores crescida e descobrires que a tia iniciou uma coisa chamada blogue quando ainda eras um bebezinho e passares por aqui e leres este post, recorda-te que os tios são uns curtidos e que só querem o melhor para ti.

Desci ao inferno e sobrevivi

Hoje fiquei incumbida de sair em busca das últimas ofertas deste Natal - as das crianças.

Não sendo mãe e não estando muito virada para o estado de graça, fujo das lojas dos putos como o diabo foge da cruz. Mas, desta vez, não tinha como fugir. Tinha mesmo de sair do shopping com as ofertas para os sobrinhos.

Em primeiro lugar fiquei com os cabelos em pé com os preços absurdos dos brinquedos ... Eu sabia que ter filhos era uma coisa cara, mas o valor dos brinquedos é mesmo uma coisa séria, senhores! São banhados a ouro ou quê?!? Depois foi a multidão ... gente e mais gente e mais gente. O bom da situação é que os papás foram às compras sozinhos ... Pior do que estar rodeada de uma multidão sedenta por consumismo, é ter os putos a fazerem birra com os seus berros estridentes.

Inês e Tomás, queridos da tia
Se a tia não gostasse tanto de vocês, tinha dado meia volta e tinha fugido como uma louca agarrada aos cabelos e a gritar pelos corredores.