Rise Like a Phoenix
Tão bom. Tão bom. Tão bom.
Julgo que o último ano que tinha assistido ao Festival Eurovisão da Canção foi no ano de 1996, salvo erro. Por razões várias, fui perdendo o interesse que vivi tão intensamente nos anos 80 e início dos anos 90. Dezoito anos passados, tive o convite de uns amigos para assistir ao espectáculo de luz, som, paz e de mensagens grandiosas que, antigamente, fazia parar os lares europeus.
Sinceramente, eu aceitei o convite por uma simples razão: na noite anterior da grande final, um amigo partilhou um vídeo na sua página do facebook da canção representante da Áustria e eu, assim que terminei de a ouvir, pensei que esta seria uma grande concorrente a vencedora. Durante a tarde, encontrei-me com estes amigos e eles foram dizendo que as coisas não estavam assim tão boas para a Áustria pois, apesar de tudo, a Europa ainda continua a ser um continente de mentes fechadas e que a participação de Conchita Wurst - o alter-ego de Thomas Neuwirth - estáva a ser seriamente criticada.
Criticada? Por que razão? Por ser um homem vestido de mulher com barba? E se Thomas Neuwirth tivesse optado por ir sem barba? Continuavam a criticar mesmo sabendo que ele é um homem vestido de mulher?
Graças a todos os santinhos, Thomas Neuwith ou Conchita Wurst (como preferirem) sagrou-se a grande vencedora da noite (eu prefiro chamar de Conchita, pois foi ela e não Thomas que esteve no palco). Não me canso de ouvir a canção que é de uma beleza musical extraordinária e de uma mensagem grandiosa, cantada por uma pessoa de uma fragilidade graciosa.
Isto não é para todos, meus amigos! Isto que a Conchita Wurst fez é só para homens de barba rija e que os tem bem no sítio!
It was about time to open our mind.