Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

E assim me fiz ilha

Um dos locais de passagem obrigatória sempre que vou à Ilha é a livraria "Artes & Letras" - uma loja no mais antigo Centro Comercial de Ponta Delgada,  Solmar, que, apesar de ter a maioria das suas lojas encerradas, é um espaço agradável para quem procura um lugar sossegado, sem o corre-corre das grandes superfícies.

 

Localizado na Avenida Marginal da cidade, esse Centro Comercial alberga, no rés-do-chão, a livraria que, nos últimos anos, tem sido palco dos lançamentos dos escribas das Ilhas e é lá que eu vou sempre que sinto vontade de aumentar o número de livros, da já extensa biblioteca particular, que se debruçam da temática insular.

 

O eleito da última viagem foi E assim me fiz ilha, de Amélia Meireles, uma nortenha, nascida em Vila Nova de Gaia que, depois de viver em Angola desde os seus quatro anos, regressou à Pátria em 1976, fixando residência na ilha de São Miguel. 

 

Reza o desabafo da escritora na contra-capa:

 

As páginas que se seguem acolheram as memórias que descrevem o que foi aprender a viver a Açorianidade, a saga de quem se afoita a fazer sua esta terra tão singular. Era tempo de amar a terra que nos acolhera, aprender a construir um mundi cá dentro, tão nosso, tão ilhéu, que a dor da saudade mata quando a distância à ilha se faz presente. Só imbuídos da insularidade nos amarramos a este mar, a este chão ... Só a insularidade nos permite viver em harmonia dentro deste mar imesno ou saudosamente suspirando pela ilha que nos cativou.

Não cabe no livro o que aprendi para me sentir prisioneira desta ilha que, paulatinamente, me seduziu e se deixou cativar, fazendo-se pertença do meu espaço. À medida que o tempo passa, aprendo a perceber na pele de que lado o vento se anuncia.

E este olhar que se finca ao aqui alarga-se quando vou para fora e continuo a restar cá dentro, prisioneira das cores, dos cheiros, do mar, do céu e, assim, me fiz ilha!

 

IMG_20160328_120234.jpg