Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

10 anos de Ondjaki

Foi hoje na Livraria Buchholz, em Lisboa, que me deliciei a ouvir o poeta angolano Ondjaki.


No dia em que o poeta comemorou 10 anos de carreira, foi a apresentação da sua mais recente obra - "Dentro de mim faz Sul seguido de Acto Sanguíneo" - mais um livro de poesia carregada pela musicalidade africana.


Embora não seja uma grande apreciadora de poesia foi com imenso prazer que vi essa excelente apresentação. Estão de parabéns o escritor pela sua magnificência e a Livraria Buchholz pelo espaço tão aprasível e onde foi tão bom acabar um dia.


 

Exilados, Manuel Arouca




 


Acho que já devem ter percebido que sou uma aficionada pelas obras que retratam a nossa história mais recente. Temáticas como a Ditatura, o 25 de Abril e o Pós 25 Abril fazem parte das minha mais recentes leituras e, como seria de esperar, Exilados de Manuel Arouca tinha de fazer parte da minha biblioteca.


A temática do Pós 25 de Abril está muito em vouga nos últimos tempos e muita coisa tem surgido nas livrarias - umas com mais qualidade do que outras. Apesar de um pouco romanceado, de fácil acesso e de leitura acessível, gostei de ler Exilados já que nos dá uma visão da outra fase da "revolução" que, por vezes, é esquecida ou conotada como os amigos do regime.


Manuel Arouca traz-nos a história dos exilados, dos muitos portugueses que se viram obrigados a abandonar os seus bens e o seu país com destino ao Brasil, depois de verem nacionalizados os seus negócios, as suas contas bancárias congeladas e as suas casas ocupadas, com a Revolução dos Cravos.
No Brasil encontraram um porto de abrigo, um país novo, com costumes diferentes, onde, do zero, tiveram de reconstruir as suas vidas.

Eça agora - Os Herdeiros dos Maias



Uma obra imperdível para quem leu Os Maias de Eça de Queiroz, Eça agora - Os Herdeiros de Os Maias, narra, num tom irónico e cortante a sociedade e os vícios do Portugal de agora que, vendo friamente, não mudou assim tanto comparativamente ao Portugal que Eça conheceu.


Escrito por 7 grandes escritores portugues - Alice Vieira, João Aguiar, José Fanha, José Jorge Letria, Luísa Beltrão, Mário Zambujal e Rosa Lobato Faria - é uma obra imperdível pelo seu tom satírico, pela brincadeira dos nomes de alguns personagens que nos levam a pessoas reais da nossa sociedade (o primeiro-ministro chama-se Platão),  pela ironia tão característica de Eça.


 


SINOPSE: Tudo começou no Alegrete, palacete meio arruinado em que vive Afonso da Maia, avô de Carlos da Maia, jovem médico que se apaixona por Maria Hermengarda.
Fugindo dos ataques sensuais da Condessa de Varinho, Carlos da Maia deixa de lado a espampanante Lara Mendes, filha do riquíssimo Silvestre Ó Saraiva, construtor civil que fez a sua larga fortuna através de métodos muito pouco recomendáveis.


À volta de Carlos movimentam-se Damásio Malcede, o lisboeta novo-rico; João da Régua, o eterno futuro-ministro; o Palma Cavalito, director de A Trombeta do Demónio, e muitas outras personagens herdeiras dos famosos Maias que se movimentam freneticamente numa crónica de costumes ao gosto deste tempo prodigioso do replay e do fast-food. No meio deste enredo surge mesmo o espírito de Eça de Queiroz a pô alguma contenção a personagens e autores.