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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

8 anos de continente

Dias depois da efeméride pessoal lembrei-me que a 7 de Outubro de 2006 parti do berço com um bilhete sem regresso e fiz um balanço do que tem sido a minha vida em terras continentais. O resultado desta análise pessoal foi positiva, apesar dos altos e baixos passados ao longo deste tempo. Nos momentos baixos, a vontade de regressar à segurança do berço era instantânea; nos altos, via a ilha como um porto de abrigo para repousar do corre-corre que se vive na capital do reino.

 

Apesar de apreciar a minha vida numa terra onde todos os dias tenho coisas diferentes para fazer – basta ter tempo disponível -, o orgulho que eu sinto por pertencer àquela terra é mais do que muito. E este orgulho é sentido e visto nas mais pequenas coisas que podem parecer banais aos demais mas que a mim me dizem muito.

 

Uma destas pequeninas coisas é a tão peculiar pronúncia micaelense.

 

Numa das minhas viagens pós-laborais a caminho de casa bastou a simples frase “Ok. Então, a gente vê-se amanhã!” para que os meus lábios formassem um sorriso. É assim sempre que oiço a sonoridade do falar micaelense ou até quando vejo alguma cara que me tenha cruzado pelos caminhos da ilha. São estes pequenos nadas que me transportam, rapidamente, ao colo maternal daquele pedaço de rocha embalado pelas ondas. E ser ilhéu é isto – algo que não se consegue explicar e que é apenas sentido e vivido por aqueles que lá vivem ou viveram (nascidos ou não em terras insulares).

 

Ser ilhéu é ter a ilha como mãe, senti-la próxima e companheira, mesmo estando longe; ser ilhéu é ter o mar como pai, um ouvinte confidente sempre pronto para nos abraçar.

 

Ser da ilha é isto e muito mais. Ser da ilha é sentir aquela necessidade inexplicável de se sentar na areia negra, olhar para aquele mar infinito, estar rodeada daquele verde intenso e olhar para aquele céu celestial de tão azul. É sentir aquela necessidade extrema de regressar, nem que seja apenas por uns dias, para poder respirar melhor e rejuvenescer.

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