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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

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Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Telas Do Tempo (II)

Depois de algum tempo sem vir ao meu cantinho na blogosfera, venho partilhar um quadro muito especial para mim. Os Emigrantes, do píntor açoreano Domingos Rebelo, é mais uma Tela do Tempo que tenho o prazer de apresentar no meu blog.


Primeiro pelo facto de ser uma pintura de um artista açoreano; segundo pelo forte simbolismo que ela carrega; terceiro porque qualquer açoriano que sai da sua terra, mesmo por vontade propria, tem o rosto das personagens deste quadro.


O píntor Domingos Rebelo nasceu em Ponta Delgada a 03 de Dezembro de 1891. Tendo a sorte de ter nascido no seio de uma família de nome, a sua educação levou-o a bom porto e fez dele um dos maiores pintores dos Açores.


Apesar da sua prolongada estada em Paris, o seu espírito permaneceu sempre ligado aos Açores. A devoção que sentia pela sua terra natal está patente na maior parte das suas telas, nas quais retratou usos e costumes do povo açoreano, com destaque para as actividades tradicionais do mundo rural. Esta predominância de temas etnográficos marcam de tal forma a pintura de Domingos Rebelo, a ponto de alguns críticos o apelidarem de píntor-etnógrafo.


O quadro Os Emigrantes é justamente considerado o ex-libris da pintura açoreana e a obra-prima de Domingos Rebelo. Neste quadro, tudo tem o seu significado; tudo carrega o ser açoreano. A Viola da Terra, instrumento intrinsecamente açoreano; o registo do Senhor Santo Cristo dos Milagres; as vestes e as expressões que dão uma imagem da açorianidade vista pelos olhos do regionalismo; a velha cidade de Ponta Delgada deixada para trás; o mar ali tão perto, o meio de transporte para o mundo novo ... o desconhecido.