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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

A queimar os últimos cartuchos

E assim se passaram 5 meses.

A bem da verdade, os 5 meses só serão comemorados a 24 de Outubro, mas hoje é o meu último dia de licença de maternidade, logo hoje é o dia D!

 

Se me sinto preparada para regressar ao trabalho? Sim.

Adoro o que faço e vai ser bom regressar ao activo e ter outras conversas e raciocínios para além de fraldas, sopinhas, cocós, roupinhas e outros inhos relacionados com bebés.

 

Se me sinto preparada para deixar de estar 24 horas com o Francisco? Não. 

Apesar das noites mal dormidas, das noites dormidas toda torta no sofá, das cólicas (que estão a desaparecer, graças a todos os santinhos), apesar dos choros e do desespero em tentar interpretá-los, das birras e manhas, trocaria tudo para reviver esses 5 meses novamente e estar sempre com ele. Os sorrisos, as gargalhadas, as brincadeiras, o palrar, a língua de fora, as descobertas que fazes todos os dias, tudo isso compensa o cansaço que sinto no final do dia.

 

Deixar um bebé de 5 meses ao cuidado de outros é de uma monstruosidade atroz. Eu, no entanto, ainda tenho 1 mês de descanso, já que o herdeiro ficará ao cuidado de senhor seu pai por esse período (Marido, tem calma! Filho, sê bonzinho!) e posso prolongar os meus receios por mais algum tempo.

 

Como dizia ... 5 ou 6 meses é muito pouco tempo para deixar um bebé ao cuidado de uma ama, educadora ou até de uma avó. Deveria ser lei que a presença dos pais todo obrigatória no primeiro ano de vida do bebé. Estares presente quando ele começar a engatinhar, quando disser a sua primeira palavra, os seus primeiros passos, os primeiros dentinhos. Deveria ser lei, mas não é. Terás de deixar a tua cria a ser cuidado por outros, terás de trabalhar para pagar as contas, chegarás cansada a casa e terás umas horas mínimas para desfrutar o teu bebé. Eles ir ao crescer demasiado rápido e tu só estarás presente umas mínimas horas. Não és rica, não tens pais ricos e não tens conta no BES (felizmente), logo terás de deixar o teu rebento nos braços de outros e continuar com a tua vida.

 

Se eu gostaria de fazer uma simbiose entre a Paula profissional e a Paula mãe? Sim.

Daria tudo para ficar contigo mais tempo, meu filho! Até, talvez, abdicar da Paula profissional e ser exclusivamente a Paula mãe e dedicar todas as horas do meu dia a ti. Ver-te crescer, sorrir, falar, andar, chorar, dormir, comer. Estar contigo sempre!