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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

É Carnaval...

Hoje é véspera de Carnaval e, para quem adorava festejar esta época, estou como se fosse um dia normal.


Por esta hora, caso estivesse na minha terra, já tinha ido ao cabeleireiro, tinha a cesta com o farnel pronta, estaria a maquilhar-me e a pôr-me bonita para passar a noite na folia dos grandes bailes do Coliseu Micaelense.


 


As saudades que eu tenho dos Bailes do Coliseu e de toda a sua magia!!!


 


Participar nos Bailes do Coliseu Micaelense requer um certo ritual.


O vestido é pensado meses antes do Carnaval. É impensável levar o mesmo que usamos no ano passado. Apesar de ninguém se lembrar da roupa que nós levamos, nós lembramo-nos e isso é o suficiente. Depois temos toda a 2.ª feira a pensar no Grande Baile. Quer trabalhemos ou não, fazemos com que na nossa agenda esteja marcada uma ida ao cabeleireiro. Há quem marque com os amigos um jantar antes, para começar a alegrar a malta e, a partir das 23:00, todos os caminhos vão dar ao Coliseu.


 


Lá encontramos os amigos de sempre e começa a folia. Saltamos de camarote em camarote, dançamos, bebemos, comemos, falamos, rimos, choramos (depois de muitos copos) e dançamos, dançamos, dançamos até a noite ficar dia e até que alguém da organização vai até ao palco e diz a célebre frase: "Meus amigos, é hora de ir embora! Para o próximo ano cá estaremos de novo à vossa espera!"


 


Saímos e vamos tomar o pequeno-almoço ao "Mascote" ou ao "Café Royal".


Caso não haja lugar nos cafés, sentamo-nos nos degraus da Igreja Matriz de Ponta Delgada e comemos o que restou da noite. Mas, a essa hora, o que apetece é um cafézinho e não gin ou vodka e lá esperamos pela nossa vez para tomarmos o nosso café.


 


Para os mais fortes, o Carnaval ainda agora começou!


Vamos para casa mudar de roupa e voltamos para Ponta Delgada para a Batalha d'Água que se realiza na Avenida Marginal.


 


As saudades que tenho do Carnaval no Coliseu!


As saudades que tenho dos momentos que lá passei!


As saudades que tenho da minha terra!


 


Lá não há samba nas ruas, com gajas descascadas, a tremer de frio e a sonharem que estar a sambar no Carnaval do Rio. Lá o Carnaval é genuíno e tem as suas tradições!


 

O Rapaz do Pijama às Riscas, John Boyne

Em véspera de entrega de Óscares e com excelentes filmes em cartaz, hoje quero apresentar a minha última leitura, a qual foi adaptada ao cinema recentemente.


 


Há já muito tempo que um livro não me deixava tão triste no seu final.


 


Apesar de ser uma ficção, retrata uma história que poderia ter acontecido num dos imensos e nojentos campos de concentração.


 


Não estou aqui para revelar a história. Deixo para os amantes de livros e de cinema. Mas não podia passar essa minha leitura em branco. Apenas estou aqui para vos dar a conhecer esse grande livro, escrito de uma maneira propositadamente infantil, em que o Führer é, na voz da criança protagonista, o "Fúria", e o campo de Ausvitch fica denominado por "Acho Vil".




 



 



"Esta é uma história especial e muito difícil de descrever. Embora fosse normal incluir aqui algumas pistas sobre o seu conteúdo, entendemos que neste caso isso iria prejudicar a experiência da leitura.






 


Pensamos, de facto, que é importabte começar a ler esta obre sem saber do que ela trata e, para os mais curiosos, avançamos apenas isto: quem ler este livro vai embarcar numa viagem com um rapaz de nove anos chamado Bruno; e, mais cedo ou mais tarde, vai chegar com o Bruno a uma vedação...


 


Vedações como essa, existem um pouco por todo o mundo.




Oxalá o leitor nunca encontre nenhuma igual."





 


AS BARREIRAS PODEM DIVIDIR-NOS MAS A ESPERANÇA VAI UNIR-NOS


 


"Bruno, de nove anos, nada sabe sobre a  Solução Final e o Holocausto. Ele não tem consciência das terríveis crueldades que são infligidas pelo seu país a vários milhões de pessoas de outros países da Europa.


Tudo o que ele sabe é que teve de se mudar de uma confortável mansão em Berlim para uma casa numa zona desértica, onde não há nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Isto até ele conhecer Shmuel, um rapaz que vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e que estranhamente, tal como todas as outras pessoas daquele lado, usa o que parece ser um pijama ás riscas.


A amizade com Shmuel vai levar Bruno da doce inocência à brutal revelação. E ao descobrir aquilo de que, involuntariamente, também ele faz parte, Bruno vai, inevitavelmente, ver-se enredado nesse monstruoso processo."