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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

A Ilha das Trevas, José Rodrigues dos Santos

Ontem, acabei de ler A Ilha das Trevas do jornalista José Rodrigues dos Santos.  Esta obra é "apenas" mais uma uma grande obra deste grande escritor. Todos os livros com temáticas diferentes, sabem cativar o leitor da primeira à última página.


A Ilha das Trevas foi comprada numa das minhas idas à Feira do Livro, àquela em que o escritor estáva na banca da Gradiva para uma sessão de autógrafos. O vício foi maior do que a carteira e lá comprei as obras que me faltavam - A Ilha das Trevas e A Filha do Capitão.


A Ilha das Trevas foi lido em tempo record - 4 dias - tal não era a vontade de saber mais e mais.


A Ilha das Trevas relata a vida em Timor desde a saída dos portugueses, a invasão dos Indonésios, até à independência deste novo país que ficará sempre na história como o primeiro país do século XXI.


Aconselho a todos os que se interessam pela temática em si em lerem esta obra. Escrita por um jornalista tem, quanto a mim, uma maior veracidade dos factos e é relatada de forma bastante simples.


O livro simplesmente arrepiou-me com tamanha brutalidade que existiu desde 1975, após a saída dos portugueses, até 1999, aquando do referendo organizado pela Organização das Nações Unidas, um referendo onde 80% do povo timorense optou pela independência em vez do horror vivido nesses últimos 24 anos.


 


 


"A brisa morna desceu pela montanha e correu docemente pela lagoa de Tacitolo, acariciando a multidão que contemplava, emociada, a tocante cerinómica que decorria no centro do recinto. Foi nesse instante que o orador começou a recitar o poema. 'Um Minuto de Silêncio', de Francisco Borga da Costa. Um minuto de silêncio em memório dos que tombaram.



Calai


Montes


Vales e Fontes


Regatos e ribeiros


Pedras dos caminhos


E ervas do chão,


Calai


Calai


Pássaros do ar


E ondas do mar


Ventos que sopram


Nas praias que sobram


De terras de ninguém,


Calai


Calai


Canas e bambus


Árvores e 'ai-rús'


Palmeiras e capim


Na verdura sem fim


Do pequeno Timor,


Calai


Calai


Calai-vos e calemo-nos


Por um minuto


É tempo de silêncio


No silêncio do tempo


Ao tempo da vida


Dos que perderan a vida


Pela Pátria


Pela Nação


Pelo Povo


Pela Nossa


Libertação


Calai


- Um minuto de silêncio...


 


 


 

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