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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Notas em tempo de quarentena #3

20 dias em casa desde que a minha empresa nos pediu para começar a trabalhar através de casa.

Último dia do mês e dia de vencimento. Corte no subsídio de alimentação desde que estamos em casa, como se, pelo facto de estarmos em teletrabalho não temos direito a gastar dinheiro em comida. Vivemos do ar, segundo a lei.

As dúvidas do futuro continuam. Quanto tempo ficaremos nesta condição? Iremos para lay-off ou não? Se sim, em que condições? Trabalhadores em regime de contrato, como eu, serão dispensados, mesmo que sejas um funcionário exemplar e que a tua função seja importante para o futuro da empresa? Como ficam as contas que tens de pagar? 

São tantas as questões por responder.

Avizinho tempos muito difíceis. 

 

Notas em tempo de quarentena #2

Estou em casa desde a tarde do dia 12 de Março.

Ao fim da manhã daquele dia, toda a empresa foi chamada e informada que iríamos todos trabalhar a partir de casa. Estou, portanto, há 2 semanas em casa, saíndo apenas para as compras e escassas idas à farmácia e, apesar de tudo, estou a aguentar-me bem. Eu que sou uma pessoa social, que gosto de estar roeada por gente (não muita, ok?), que gosto de conviver, até que estou a aguentar bem este tempo.

Ultimamente, tenho pensado naquilo que vou querer fazer quando for dada a ordem de soltura e, sinceramente, não faço ideia o que quero fazer em primeiro lugar. Ir a um shopping? Ir a um restaurante? À esteticista? Ou fazer uma actividade ao ar livre com a família?

Estou mais inclinada para a última, mas cheira-me que ainda sou menina de antecipar as minhas férias, apenas para arejar a cabeça e laurear a pevide.

Notas em tempo de quarentena #1

E se fosse verdade, Marc Levy

No intervalo das lides domésticas, do teletrabalho e da atenção que a família nos pede, tenho andado a organizar as estantes cá de casa. No meio de tanta tralha, vou descobrindo algumas pérolas que, na altura, tinham sido escritas ou anotadas para, posteriormente, publicar aqui, mas, tendo em conta a minha ausência tão prolongada, muita coisa ficou na gaveta e, agora que a malta tem mais algum tempo (será que tem?), vou tentar passar para este meu cantinho aquilo que não viu a luz do dia mais cedo.

Hoje, passei os olhos por uma citação do livro E se fosse verdade, de Marc Levy.

Não sei qual foi a razão de ter transcrito esta passagem em vez de outra, mas hoje ao reler, vi que tudo tem o seu timing e a sua razão de ser. Assim, transcrevo aquilo que, na altura, achei bastante interessante.

 

- Então abre os olhos e observa bem tudo à tua volta. As boas recordações não devem ser efémeras. Embebe-te das cores e das matérias. Essa será a origem dos teus gostos e das tuas nostalgias quando fores um homem.

- Mas eu sou um homem!

- Eu queria dizer um adulto.

- Somos assim tão diferentes, nós, as crianças?

- Sim! Nós, os crescidos temos anguústias que a infância ignora. Medos, se quiseres.

- Tens medo do quê?

Ela explicou-lhe que os adultos tinham medo de toda a espécie de coisas, medo de envelhecer, medo de morrer, medo daquilo que não viveram, medo da doença, por vezes até do olhar das crianças, medo de que os julguem.