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The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Vaticanum | José Rodrigues dos Santos

Apesar de estar cansada do Tomás Noronha e das suas aventuras a imitar o Robert Langdon, não vou deixar de adquirir a última obra do jornalista José Rodrigues dos Santos. Depois de quatro meses sem mexer num livro que não tenha imagens de bebés ou de comida para bebés ou até mesmo com roupas para bebés, não posso pedir muito mais ao Tico e Teco e vou recomeçar o meu hábito saudável de ler com o novo romance de JRS.

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O livro, que custa 19.80€, encontra-se à venda desde o passado dia 6 de Outubro (o meu já está reservado no quiosque ao lado de casa) e terá o seu lançamento oficial hoje, no lugar do costume: na Sociedade de Geografia de Lisboa, pelas 17h00.

 

Meanwhile, a sinopse:

"Um comando do Estado Islâmico entra clandestinamente no Vaticano e o papa desaparece. Horas depois surge na Internet um vídeo em que os terroristas mostram o sumo pontífice em cativeiro e fazem um anúncio chocante.

O papa será decapitado em directo à meia-noite.

O relógio começa a contar.

O rapto do papa desencadeia o caos. Milhões de pessoas saem às ruas, os atentados sucedem-se, multiplicam-se os confrontos entre cristãos e muçulmanos, vários países preparam-se para a guerra.

Apanhado no epicentro da crise quando trabalha nas catacumbas da Basílica de São Pedro, Tomás Noronha vê-se envolvido na investigação para descobrir o paradeiro do papa e cruza-se com um nome enigmático.

OMISSIS

A pista irá conduzi-lo ao segredo mais sombrio da Santa Sé.

Usando informação genuína para nos revelar o que se esconde nos bastidores do Vaticano, o escritor favorito dos portugueses está de regresso com o thriller do ano. Com «Vaticanum», José Rodrigues dos Santos mostra uma vez mais por que razão é considerado o mestre do mistério real."

A barreira linguística

Não sei se o episódio é real ou ficção, mas é, provavelmente, do conhecimento geral dos micaelenses. Lia ontem em E assim me fiz ilha - o livro que apresentei ontem - e ri-me como uma perdida tentando imaginar o diálogo entre os teus participantes da hilariante conversa.

Ora leiam lá:

 

O episódio retrata o resultado de um diálogo de surdos. O vendedor, com a pronúncia da terra, e o turista francês: a incompreensão era biunívoca. O turista perguntou o nome da fruta: 'Comment s'appelle?' Respondeu o vendedor: 'não se come com a pele, esbruga-se'! O turista, tal como tu, ficou a ver navios e insistiu: 'comment?'. Diz o velhote: 'não é com a mão, é com uma navalhinha!' Responde o turista: 'je ne comprends pas'. Resposta imediata do vendedor: 'ame, não queres comprar vai à bardamerda.'

 

 

 

 

O Quarto de Jack - o livro antes do filme

O livro chegou a mim pelas sempre conselheiras palavras da Paula da Bertrand da Avenida de Roma, numa das muitas idas àquela livraria nos horários de almoço quando não tinha nada para ler. Tinha acabado de ser editado em Portugal e sem a divulgação que merecia. A Paula, como sempre, convenceu-me. A Paula trouxe até mim nomes que nunca tinha ouvido falar e estórias que não faziam parte das minhas estantes.

 

Assim chegou até mim O Quarto de Jack, de Emma Donoghue - o livro que serviu de inspiração para o agora nomeado para Óscar de Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz e Melhor Argumento Adaptado - e que chegou há dias às salas de cinema portuguesas.

 

Em 2011, ano em que O Quarto de Jack foi editado em Portugal, a sua leitura foi deveras arrebatadora, claustrofóbica e asfixante. Como se pode ler na sinopse, "para Jack, de cinco anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto de 11 m2, é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras e da ligação umbilical que une mãe e filho."

 

O Quarto de Jack foi finalista do Man Booker Prize, finalista do Orange Prize, esteve no Top 10 do New York Times e do Washington Post, fez parte dos 100 mais notáveis livros pelo New York Times (again), entre outros reconhecimentos no meio literário. Hoje, encontra-se nomeado para quatro óscares e, espero bem, mesmo ainda sem ter visto o filme, mas ainda com a narrativa na mente, que ganhe pelo menos uma das quatro nomeações.

 

É bom ver nas nossas estantes livros que, anos mais tardes, chegam ao grande público.

 

Let's look at the trailer