Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

The Nameless Blog

Já foi “Som das Letras” e um narcisista “Blogue da Paula”. Foi um prolongamento da eterna ínsula, tendo sido denominado como “Ilha Paula”. Hoje, é um blogue sem nome para que seja aquilo que sempre foi: um blogue sobre tudo e nada.

Advento * DIA 3 * Os filmes para este Natal

Se eu fosse uma rapariga dada a natalices, este post seria repleto de "jingle bells", cidades norte-americanas cheias de neve, pessoas encasacadas e com embrulhos até às orelhas, árvores de Natal gigantes na praça principal da cidade, crianças sozinhas em casa, vidas demasiadamente melancólicas e que, como se de um milagre de Natal se tratasse, tornar-se-iam, no final, as pessoas mais felizes da terra. Não sendo eu este tipo de pessoa, o dia 23 do Calendário do Advento irá sugerir outro tipo de filme para a preparação da data que se aproxima.

 

(se os canais de televisão podem escolher filmes como G. I. Jane para dar na noite de natal, eu também posso sugerir filmes ditos não natalícios, não?)

 

Eis, então, as minhas sugestões cinéfilas para os próximos dias:

20151028-as-sufragistas.jpg

 

 

Em cartaz. 

Houve um tempo em que as mulheres não tinham a possibilidade de dizer aquilo que pensam. Houve um tempo que as mulheres lutaram pela igualidade de direitos. Elas venceram e hoje, nós mulheres, podemos ter o poder de escolha.

 

 

leao da estrela.jpg

 

 

Em cartaz.

Diz que o que é nacional é bom e, partindo desta premissa, O Leão da Estrela, o segundo filme dos três remakes de clássicos do cinema português, poderá ser uma boa escolha para um pós-dia de compras de Natal.

Esconde-se, no escurinho do cinema, das cantorias de Natal, da azáfama das compras, das filas intermináveis para pagar, embrulhar e mais não sei o quê.

Um conselho: (re)veja O Leão da Estrela original para que possa fazer uma comparação mais sólida do Portugal passado e do Portugal presente.

 

 

a familia belier.jpg

 

Já não se encontra em cartaz, mas não deixem de alugar o filme.

Uma linda história de uma adolescente, filha de pai e mãe surdos, cujo sonho é ser cantora.

A parte em que ela canta, melodosiosamente, Je Vole, e que, simultaneamente, canta através de língua gestual para a família, é de ir às lágrimas.

Não percam!

 

(eu até que sou uma pessoa sensível)

 

 

minions.jpg

 

Como na sugestão anterior, também esta já não se encontra em cartaz, mas será igualmente fácil alugar o filme.

Natal sem filme de animação não é Natal e, lá está, fugindo aos típicos filmes de animação natalícios, os Mínimos serão uma excelente companhia para um serão animado, repleto de gargalhadas sem sentido. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Gatos Não Têm Vertigens

Nem sei quando foi a minha última ida ao cinema. Como sabem, desde que comecei a adormecer em todos os filmes que assistia, desisti desta boa prática e optei por assistir aos meus filmes de eleição no aconchego do lar, se bem que com algum delay comparativamente ao tempo que passavam no grande ecrã. No entanto, apesar de ter optado por deixar de ir ao cinema, no passado sábado, depois de um bom jantar japonês, fomos assistir ao último sucesso de António-Pedro Vasconcelos, o filme que, só na semana de estreia, chegou aos 25 mil espectadores, entrando directamente para o terceiro posto dos filmes mais vistos daquela semana. E, sabem uma coisa? Não adormeci, não pestanejei e nem sequer bocejei. Mantive-me acordada ao longo de todo o filme, com o peito preso e num soluço quase constante.

 

Quem ainda não viu o filme e tem a ideia (errada) que os filmes portugueses são sempre a mesma coisa – parados, melodramáticos e fora da realidade -, façam um favor a vocês e ponham-se a caminho da sala de cinema mais próxima. Os Gatos Não Têm Vertigens é um espelho na nossa sociedade e não há como sair indiferente da sala de cinema.

 

Com quantos Jós nos cruzamos diariamente na rua? Jós que olhamos, criticamos, criamos juízos de valor da sua maneira de ser, de agir e de falar? Quantas Rosas conhecemos? Rosas que se sentem sozinhas no mundo, apesar de terem família; Rosas que se escondem em casa, agarradas às memórias do passado, para não enfrentarem o presente?

 

Esta é a história de Jó e de Rosa: dois seres de mundos muito diferentes, mas com vidas de certa forma próximas; duas pessoas que se sentem sozinhas mesmo estando no meio da multidão; um jovem e uma idosa que criam, nas suas diferenças e semelhanças, uma linda amizade e uma nova oportunidade para viverem (reviverem).

 

Ide, gente!

(o próximo a assistir será Os Maias)

Philomena

Quando se assiste a uma verdadeira obra de arte, não existem palavras suficientemente boas para descrever aquilo que sente. Assim sendo, remeto-me ao silêncio e partilho a magia de Philomena apenas pelo seu trailer.

 

Desta vez, o filme chegou a mim primeiro do que o livro. Fiquei tão cheia com as imagens e com a história que, quando terminei de assistir ao filme, às altas horas da noite de um fim-de-semana caseiro, a minha vontade era encontrar a livraria mais próxima e comprar a obra que inspirou o filme - O Filho Perdido de Philomena Lee, de Martin Sixsmith.
Há muito tempo que não assistia a um filme que me enchesse desta forma!
Judi Dench é enorme!